Ossário

E não é que até da sujeira pode-se fazer arte? Em 2006, Alexandre Orion, artista plástico de São Paulo, resolveu fazer uma intervenção urbana a partir da fuligem acumulada nas paredes de passagens subterrâneas. Utilizando da técnica que se conhece como “reverse grafitti”, mais de duas mil caveiras foram “desenhadas” a dedo, ao longo do túnel Max Feffer, durante a madrugada. O projeto ganhou o nome de Ossário, e foi resenhado por José de Souza Martins, para o Estado de São Paulo.

Neste período, Alexandre foi abordado por várias viaturas policiais, mas conseguiu comprovar que não estava cometendo nenhuma atividade fora da lei e se livrou de várias duras. De certa forma, sua arte era um protesto contra a falta de manutenção daquelas vias, e foi a prefeitura que, infelizmente, acabou com o barato e mandou lavar as caveiras dali.

Segundo relatos, a limpeza desses túneis aumentou consideravelmente, desde então. Uma pena, pelo ponto de vista artístico. Mas poluição nós temos de sobra, e dedos para desenhar nas paredes, qualquer artista dispõe. Que as caveiras se espalhem por mais cidades, e o protesto seja tão bem sucedido quanto o de Alexandre.

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Publicado em 10/04/2010, em Graffitti. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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